terça-feira, 26 de março de 2013

sábado, 9 de março de 2013

Feliz Idadezinha

Feliz Idadezinha
 
Quando criança
Brincava e o tempo sorria
Ardia sob o Sol em ruas
Em carrinhos de rolimã
E nas pipas pelo céu
Pés descalço,topadas no dedão
Futebol com a mulecada
Nos campinhos de terrão
 
Doce tempo,tempo de doces
Onde o futuro era só o Papai Noel
Que levava dez anos pra chegar
Vindo de algum lugar distante
Qualquer um que a imaginação pudesse criar 
 

Nós


Nós
O nó ata e dasata
Aperta a gravata
Sufoca a garganta
Embarga a vóz
Arrocha o peito
E não há jeito
Ou desata e alivia
Ou ata e asfixia

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sobre o Tempo

Sobre o Tempo
Não senti o tempo passar por mim
Não vivi todo o tempo que senti
Hoje tenho a sensação
Que o tempo é só uma ilusão 

O que é o dia desde o amanhecer do Sol?
E o que se passa pelo dia até o Sol se pôr?
Qual é o sonho que se tem?
E o que desejas conquistar?
É um oceano de prazer
E só uma gota a desfrutar

Não senti o tempo passar por mim
Não vivi todo o tempo que senti
Fica sempre a sensação
Que o tempo é só uma ilusão
Uma discução entre o “Ser e o Ter”

Qual é o sonho que se tem?
E o que desejas partilhar?
A evolução do teu Ser?!
Ou o universo a conquistar?!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Sementes

Sementes

Haverá um tempo
Em que a voz silenciará
Haverá um tempo
Em que a luz se apagará

Haverá um tempo
Em que todo o valor da vida 
Se resumirá no fim
Em uma despedida

Quais serão as lágrimas 
E de que rostos irão rolar?
Quais serão as lembranças
Que sua ausência irá deixar?

Suas obras nesse tempo
Terão algum valor?
As sementes que plantastes,vingarão em terra fértil?
Ou se perderão
Nas areias de um deserto?

Enquanto houver voz, grite!
Enquanto houver luz, brilhe!
Enquanto houver tempo pra ser feliz
Atreva-se, ouse, busque
Fazer felicidade.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Asas de Papel

Asas de Papel

Um vôo na escuridão, um assombro na vastidão
Tudo acontece como num filme que se passa
E os poucos segundos, agora são tudo, igualando-nos
Sem distinção alguma 

Diante da tempestade se abate o pânico
O desconhecido se faz presente
E tudo aquilo pelo que lutamos
Durante dias, meses e anos
Os sonhos e os projetos
A saudade que eu já estou sentindo
Tudo sucumbe entre prantos, gritos e gemidos

A grande ave de metal
Agora tão frágil diante da imensidão do céu
É abraçada pelas nuvens, raios e trovões
E nos remete a um mergulho
Sombrio, gélido e insensível à nossa fragilidade humana
Nos fazendo reféns da nossa própria criação.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Entre Olhares

Entre olhares

Por vezes me pego
Com lágrimas nos olhos
Um oceano de sentimentos
De uma vida de enganos

Por vezes me sinto
Culpado por tudo
Tem horas também
Que acho tudo absurdo

Por tudo que já vivemos
Que sorrimos e que sofremos
Hoje sem causa justa
Nossos olhos apenas se cruzam

Entre olhares sombrios
O que um dia foi prazer
Hoje é só um vazio
Um poço vazio