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quinta-feira, 30 de julho de 2020

O Conto


 
        
                    O Conto
         
        Conto um conto?
        Ou não conto ?
        E se conto
        Canto enquanto conto?

        Só conto, se cantar o conto
        Só canto, se o conto eu contar

        Conto e canto
        Sentado num canto
        Por enquanto é só 
        Mas é só por encanto

terça-feira, 14 de abril de 2020

Recomeço

Recomeço 

Quem és tu morte afinal
Que leva meus amigos, meus irmãos 
Que me deixa assim,em profunda desilusão 
Que direito tu tens ,de me tirar os meus?!

Sei que não me respondes 
Sei que meu apelo é em vão 
Eu tento, mas não compreendo 
Tamanha ingratidão 

Talvez um dia, além da escuridão 
Meus olhos se abram
E na  minha compreensão 
Eu possa entender a sua razão 

sábado, 31 de agosto de 2019

Aguapó

Aguapó

A chuva vem
Apagar a poeira
Que não convém 

Mas que agora barro vira
No bico do João 
Que a casa fez 




sábado, 3 de agosto de 2019

Pai

Pai

Pai; é o presente do filho
É a tradução de amigo
É um velho querido
Que faz do peito, um abrigo

Pai
Rima tempo com sorrisos 
Ausência com saudades 
Encontro sem motivos 

Pai, é eterno
Mas não é pra sempre 
É de amor infinito 
No finito tempo que segue

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Quimeras

Quimeras

Eis o horizonte em brisas
De imensidão tão fria
Em tempos tão cinzas 

Invernada mente
Acobreada visão 
Uivos dos ventos
Ao longe se vão 

Levando consigo
As quimeras do tempo
Da vida,e da ilusão 

domingo, 9 de dezembro de 2018

Carne Humana

Carne Humana 

Destroços de felicidade 
Incompatível sob a íris 
Pleno vivido em outros dias
Na mais tenra idade 

A Luz da sua infância 
Ainda vive na lembrança 
Nos rastros da minha pegada
Amor de menina criança 

Sugere o tempo mudanças? 
Em doídas palavras vãs? 
Sangra da carne humana 
Sangue do meu sangue 

Que corre nas veias como tal
Nessa rede, moinho espiral
Pai herói? ficou num canto
Na alma, angústia e pranto


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Elo

Elo
O corpo anuncia,denuncia
Um tremor, um calafrio
Um labirinto de sensações 
Um ir e vir de emoções 

É só e tão somente
Meu elo, meu presente
Consente, inconsciente
Hoje, e pra todo o sempre

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Amargura

Amargura 

Deixa meus olhos marejados
Deixe-me chorar o meu choro
Recostar no meu pranto 

Meu desabafo, minhas dores
Do meu âmago 
Profundo desencanto 

É só um dia
Só uma noite 
Só uma vida 

Enfim, uma cicatriz 
Que o tempo deixou
Para lembrar da ferida 

O Poeta

O Poeta 

A palavra no seu tempo 
Colore em versos a vida
Rimando ou não,meus dias
Em forma de poesia 

Cabeças

Cabeças 

Tantas cabeças na multidão 
O passo apressado 
E o pensamento vão 

Todos os trajes de todas as modas
De modo singular
Segue o cidadão 

Na mão, tem contas
No bolso uns trocados 
Na fome, um lanche barato

Entra mais um mês 
Vira mais um ano 
Acertando e errando

Lá vem o cidadão
Lá vai o cidadão 
Sempre sonhando 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Céu

Céu

Aqui jaz, jazigo
Agora é cinza
A soma das cores
No fim da vida

Cá estou, já digo
Na porta do céu
A soma do tempo
Agora é infinito


domingo, 24 de dezembro de 2017

Greve no Sitio



Greve no Sítio

O sol já vai nascer no horizonte
E eu mais uma vez a lamentar
Aqui nessa casinha atrás do monte
Fiquei a noite inteira a te esperar

Cheguei a ter você por um instante
Mas era só um sonho a me enganar
Jurei então jamais dormir à noite
Ate que você volte ao nosso lar

A vida aqui no sitio ficou chata
Desde o dia em que você se foi
Até a bicharada anda sem graça
Querendo a volta do meu grande amor

O galo já não quer mais a galinha
O pato mandou a pata passear
Mimosa se esquivou do boi bandido
E o pingo resolveu se aposentar

Ate o jacaré peguei chorando
O sabiá já não quer mais cantar
João de - barro trancou a casinha
Só abre o dia que você voltar

Querida vê se não demora muito
Que o bicho aqui no sitio ta pegando
A bicharada toda esta em greve
E eu também não to mais aguentando

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Reencontro

Reencontro

Não terás 
Uma segunda chance 
Não me importa 
O que tu dizes 

Tuas palavras 
Não me escrevem mais
Meu livro 
Agora é outro 

Minhas páginas 
Estão em branco 
Não há mais dores
Nem prantos

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Bodas de Ouro

Bodas de Ouro

Foi num tempo outrora distante
Lá pelos idos de cinquenta
Que o sorriso encabulado de uma menina
agiu como perfeita ferramenta


Despertou naquele ainda menino
Tão ingênuo em seu pensamento 
Que seria ela o seu destino 
E para a sua vida, o seu alento 

Ela de alguma forma também sentia
Que de outra maneira não seria
Pois o final de tudo já estava escrito 
Mesmo antes do princípio 

Porém, com o tempo e suas mudanças 
Essa infância foi separada
Mas não tirou de seus corações 
A semente ali plantada

E entre as idas e vindas da vida
O que estava escrito tomou forma 
E numa linda primavera de outubro 
Consagra -se ali, uma família nova

Dirigindo e costurando os desafios 
Um, sempre foi completando o outro
Na alegria, tristeza e sacrifício 
Como manda a lei do ofício 

E entre essa alegrias, há de certo
Frutos únicos e diferentes 
Um tesouro em cada filho 
E uma jóia em cada neto 

E toda a riqueza desse ouro vivo
Foi cultivada por dias,meses e anos 
Prevalecendo sempre o Amor 
Obra maior desse matrimônio




domingo, 8 de outubro de 2017

Crepúsculo

Crepúsculo 
O Sol no horizonte 
Tão logo o poente 
Escravo; meus olhos 
No astro resplandecente 

Raios através da palmeira 
E os pássaros todos gorjeiam 
No silêncio da tarde 
A noite é um mistério 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Um Brinde

Um Brinde

Vamos brindar
O cheiro do abraço gostoso
A marca
Do beijo no rosto
E o sorriso
Do prazer de se gostar
Vamos brindar
O chocolate
De amargo gosto
Que fizeram
A gente se aceitar
Vamos brindar
A noite
Que virou dia
Nas horas
Todas perdidas
Dentro
Do mesmo olhar
Vamos brindar
Vamos brindar

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Maktub

Maktub

A pedra não age
Sobre o tempo
O tempo conspira
Sobre a mente
Que por ordem
Controla o próprio tempo
Dando-lhe ou não as pedras
Conforme o seu
Entendimento

domingo, 5 de março de 2017

Canções dos Carris

Canções dos Carris

Quem, já não viajou
No trem que à noite passou
Ecoando seu grito no além
Será que foi, será que vem

Quem, já não sentiu
O tremer do chão pela composição
E no compasso dessa insônia
Chorou amarguras do seu coração

Quem, já não buscou refúgio
No vagão do quarto escuro
Buscando encontrar a luz
Diante do fim do túnel

Quem, nas horas mais densas
Arrependeu-se ou fez promessas
E pensou um novo destino
No contexto desta peça

Quem de nós, das Uvaranas
Passageiros desta vida
Já não embarcou em algum trem
Que ora vai, ora vem

E esses acordes dormentes
Ressoam na vila princesina
As velhas canções dos carris
Tão vivas em nossas rotinas

Assim

Assim

Assim, admirando o seu sorriso
Contemplando a sua face
Nas horas que completam os dias
De alegria e sem disfarces

Sou mais, que tudo o que vivi
Sou mais, que todos que conheci
De longe, bem longe dentro de mim
O mais feliz, bem mais feliz

domingo, 16 de outubro de 2016

Sal

Sal
A areia nos olhos
O deserto nas costas
Na batida das horas
Nenhuma resposta

No fardo, a rotina
A recompensa é pequena
Seus calos e rugas
A herança que pena