quarta-feira, 31 de julho de 2019

Quimeras

Quimeras

Eis o horizonte em brisas
De imensidão tão fria
Em tempos tão cinzas 

Invernada mente
Acobreada visão 
Uivos dos ventos
Ao longe se vão 

Levando consigo
As quimeras do tempo
Da vida,e da ilusão 

domingo, 9 de dezembro de 2018

Carne Humana

Carne Humana 

Destroços de felicidade 
Incompatível sob a íris 
Pleno vivido em outros dias
Na mais tenra idade 

A Luz da sua infância 
Ainda vive na lembrança 
Nos rastros da minha pegada
Amor de menina criança 

Sugere o tempo mudanças? 
Em doídas palavras vãs? 
Sangra da carne humana 
Sangue do meu sangue 

Que corre nas veias como tal
Nessa rede, moinho espiral
Pai herói? ficou num canto
Na alma, angústia e pranto


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Elo

Elo
O corpo anuncia,denuncia
Um tremor, um calafrio
Um labirinto de sensações 
Um ir e vir de emoções 

É só e tão somente
Meu elo, meu presente
Consente, inconsciente
Hoje, e pra todo o sempre

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Amargura

Amargura 

Deixa meus olhos marejados
Deixe-me chorar o meu choro
Recostar no meu pranto 

Meu desabafo, minhas dores
Do meu âmago 
Profundo desencanto 

É só um dia
Só uma noite 
Só uma vida 

Enfim, uma cicatriz 
Que o tempo deixou
Para lembrar da ferida 

O Poeta

O Poeta 

A palavra no seu tempo 
Colore em versos a vida
Rimando ou não,meus dias
Em forma de poesia 

Cabeças

Cabeças 

Tantas cabeças na multidão 
O passo apressado 
E o pensamento vão 

Todos os trajes de todas as modas
De modo singular
Segue o cidadão 

Na mão, tem contas
No bolso uns trocados 
Na fome, um lanche barato

Entra mais um mês 
Vira mais um ano 
Acertando e errando

Lá vem o cidadão
Lá vai o cidadão 
Sempre sonhando 

segunda-feira, 2 de abril de 2018

O Jardineiro

O Jardineiro 

Hoje eu encontrei um amigo 
Que há tempos eu havia esquecido 
Amigo que já foi meu abrigo
Quando eu me encontrava perdido 

Hoje eu deparei-me com a flor
De um jardim todo em resquícios 
E nas mãos do seu jardineiro 
Vi marcas de cravos e espinhos 

Em cada cravo, uma alma
Em cada rosa, um pedido
Em cada espinho uma dor
Chagas de um mundo ferido

Em seu semblante de paz
Não me cobrou gratidão 
Não me exigiu sacrifícios 
Apenas mostrou - me suas mãos 

Meu cravo, ali estava
Também minhas rosas floridas 
Mas, meu espinho sangrava 
A minha oração esquecida

Ao acordar -- gratidão 
De um sonho tão vívido, vivido
Da janela, o meu jardim
Obrigado meu velho amigo