segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lua Vermelha

Lua Vermelha

Oh Lua vermelha
Que encanta e incendeia
E a todo céu presenteia
Todos os olhos a namorar

Tinge o firmamento
Em juras de sangue e lamento
Orbitando meus pensamentos
Nesse teatro estelar

Rubra perola celeste
Que sede eu tenho de amar
Olhando pra ti confesso
Como as ondas confessam ao mar

Tão distante e tão perto
Tão cheia em meu pesar
A ti eu contemplo
Mesmo sem poder tocar

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Flerte

Flerte
Finges
Que é louca
Por mim
 
Só pra provares
O que
Sentis
 
Encosta
Seus lábios
Aos meus
 
E verás
Que tua boca
Consente


sábado, 25 de julho de 2015

Por vir

Por Vir

E quando o verbo amar
Não mais se conjugar
No tempo presente...
E o pretérito dele sendo
Perfeito do indicativo...
Fica a saudade... 
Do agora sentido
E do futuro não vivido




segunda-feira, 8 de junho de 2015

O Conto da Passagem

                     O Conto da Passagem
       O fim da jornada agora é presente
       Vivi os anos que me foram dados
                  Cantei com os pássaros
                      Nadei rios e mares
    Senti a brisa  e o  verão na madrugada
      Me deliciei com maltes e chocolates ...
                        Vi a Terra sangrar
             E sangrei com as dores de amores
                    Viajei o mundo  a labor
              E provei dos seus sabores
          Pelo caminho fiz  alguns amigos
        Mas em prosa e verso,alguns filhos...
                            No findo tempo
                    Nada mais me encanta
                    Nada mais  me espanta
                     A minha visão  é curta
          E os pássaros eu já não ouço mais...
                      O chocolate  é proibido
                      E a velhice,sem libido
              Todos os meus... já  se foram
         E o meu tempo agora é meu algoz
                       Levo na lembrança
                  O sorriso de uma criança
                  E a fidelidade do meu cão
       

               

quarta-feira, 27 de maio de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A Bolha

A Bolha
Não aparou as unhas
Nem cortou o cabelo 
A barba por fazer 
No caco de espelho

A ponte é o teto
O arco-iris é cinzento 
Mas o homen nu não morre
Nem por fora,nem por dentro 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ronda

Ronda
Pés que calcam o chão
Na rotina diária de solidão
Segue o vigilante do tempo
No compasso da sua retidão
Guardando dores e amores
Patrimônios do seu coração