sábado, 25 de julho de 2015

Por vir

Por Vir

E quando o verbo amar
Não mais se conjugar
No tempo presente...
E o pretérito dele sendo
Perfeito do indicativo...
Fica a saudade... 
Do agora sentido
E do futuro não vivido




segunda-feira, 8 de junho de 2015

O Conto da Passagem

                     O Conto da Passagem
       O fim da jornada agora é presente
       Vivi os anos que me foram dados
                  Cantei com os pássaros
                      Nadei rios e mares
    Senti a brisa  e o  verão na madrugada
      Me deliciei com maltes e chocolates ...
                        Vi a Terra sangrar
             E sangrei com as dores de amores
                    Viajei o mundo  a labor
              E provei dos seus sabores
          Pelo caminho fiz  alguns amigos
        Mas em prosa e verso,alguns filhos...
                            No findo tempo
                    Nada mais me encanta
                    Nada mais  me espanta
                     A minha visão  é curta
          E os pássaros eu já não ouço mais...
                      O chocolate  é proibido
                      E a velhice,sem libido
              Todos os meus... já  se foram
         E o meu tempo agora é meu algoz
                       Levo na lembrança
                  O sorriso de uma criança
                  E a fidelidade do meu cão
       

               

quarta-feira, 27 de maio de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A Bolha

A Bolha
Não aparou as unhas
Nem cortou o cabelo 
A barba por fazer 
No caco de espelho

A ponte é o teto
O arco-iris é cinzento 
Mas o homen nu não morre
Nem por fora,nem por dentro 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ronda

Ronda
Pés que calcam o chão
Na rotina diária de solidão
Segue o vigilante do tempo
No compasso da sua retidão
Guardando dores e amores
Patrimônios do seu coração

sábado, 21 de março de 2015

Velas ao Mar

Velas ao Mar

E por falar em amor
Tenho a seguinte opinião
Eu não aceito palpites
Também não dito a razão

Sou como velas ao mar
Que mudam de direção
Sempre que o vento do amor
Sopra outra paixão

Eu não me prendo a ninguém
Vivo somente o momento
Eterno enquanto seja
Verdadeiro o sentimento

segunda-feira, 16 de março de 2015

Mãe

Mãe 
Lágrimas de chuva
Escorrem nas janelas
Chora a casa vazia 
Saudades do amor materno
E quando bate este sentimento
Imortal dentro do meu peito 
Sinto o cheirinho do café 
Eternizado naquele momento